PKES MOTO CLUBE

PKES MOTO CLUBE
Objetivo do Blog; Educativo, Ressocialização, retirando os Jovens das manobras de motociclismo das ruas, levando-os para motodromos legalizado pela Federação, a competição, esporte profissional ou amador, retirando-os do risco do envolvimento com drogas, e da marginalização. Acreditamos na Educação com Evangelho, Esporte e cultura. Moyses Alves dos Santos de Almeida

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Motovelocidade

- Atualizado em

Com terceira vitória em três poles, Márquez iguala recorde de 1971

Na Argentina, prodígio espanhol alcança feito de Giacomo Agostini

Por Termas de Rio Hondo, Argentina
8 comentários
Três poles e três vitórias: Marc Márquez segue imbatível na temporada 2014 da MotoGP. Neste domingo, na cidade de Termas de Río Hondo, no norte da Argentina, o prodígio espanhol manteve os 100% de aproveitamento e igualou o recorde registrado em 1971 pelo italiano Giacomo Agostini, apontado por muitos como o maior piloto sobre duas rodas de todos os tempos. Márquez cruzou a linha de chegada na frente pela nona vez na categoria, seguido pelos compatriotas Dani Pedrosa, seu companheiro da Honda, e Jorge Lorenzo, da Yamaha. O multicampeão italiano Valentino Rossi foi o quarto, e o alemão Stefan Bradl fechou o top 5.
Largando na pole position pela terceira vez em 2014, Marc Márquez caiu para sexto logo após o  apagar das luzes e viu o compatriota e rival Lorenzo tomar a ponta no traçado argentino. Os primeiros acontecimentos poderiam sugerir que a sorte do atual campeão da categoria estava, enfim, chegando ao fim. O bicampeão Lorenzo se estabilizou em primeiro, e parecia acelerar rumo à sua primeira vitória no ano, deixando para trás a má impressão das duas etapas anteriores.
Moto Velocidade - Marc Marquez (Foto: EFE)De novo largando da pole, Marc Márquez vence terceira prova no ano (Foto: EFE)
Mas o jovem Márquez estava disposto a mostrar que não depende apenas de sorte para dominar a categoria principal do Mundial de Motovelocidade. Poupando equipamento, o piloto de 21 anos começou a escalada rumo às primeiras posições, abusou das ultrapassagens e descontou uma diferença de mais 1s para Lorenzo. A nove voltas para o fim da corrida, o campeão partiu para o ataque definitivo e conseguiu desbancar o rival para retomar a dianteira.
De volta a seu lugar preferido na pista, Márquez começou a abrir vantagem em relação ao Lorenzo, que era seguido por Dani Pedrosa e Valentino Rossi. O desempenho arrebatador do campeão parece ter novamente afetado Lorenzo, que não pôde acompanhar o ritmo e acabou perdendo o segundo lugar para Pedrosa na penúltima volta. Márquez completou as 25 voltas do circuito em 41min39s821, a 1s837 do companheiro de equipe e a 3s201 de Lorenzo.
Moto Velocidade - Marc Marquez (Foto: EFE)Marc Márquez comemora vitória ao lado de belas argentinas em Termas de Río Hondo (Foto: EFE)
Confira os 10 primeiros colocados na Argentina:
1) Marc Márquez (Espanha/Honda) - 41min39s821
2) Dani Pedrosa (Espanha/Honda) - a 1s837
3) Jorge Lorenzo (Espanha/Yamaha) - a 3s201
4) Valentino Rossi (Itália/Yamaha) - a 4s898
5) Stefan Bradl (Alemanha/LCR Honda) - a 15s029
6) Andrea Iannone (Itália/Pramac Ducati) - a 19s447
7) Bradley Smith (Inglaterra/Tech3 Yamaha) - 24s192
8) Pol Espargaró (Espanha/Tech3 Yamaha) - 29s118
9) Andrea Dovizioso (Itália/Ducati) - a 33s673
10) Hiroshi Aoyama (Japão/Aspar Honda) - a 43s279
Confira a classificação do campeonato após três etapas:
1) Marc Márquez - 75 pontos
2) Dani Pedrosa - 56
3) Valentino Rossi - 41
4) Andrea Dovizioso - 34
5) Andrea Iannone - 25
6) Stefan Bradl - 24
7) Jorge Lorenzo - 22
8) Aleix Espargaró - 21
9) Bradley Smith - 20
10) Pol Espargaró - 18

Motovelocidade

- Atualizado em

Na Argentina, Marc Márquez mantém domínio e faz terceira pole em 2014

Campeão detona adversários mais uma vez e segue implacável na MotoGP

Por Termas de Río Hondo, Argentina
23 comentários
Soberano no Catar e nos Estados Unidos, Marc Márquez não se cansa de provar seu talento na MotoGP. Na cidade de Termas de Río Hondo, no norte da Argentina, o prodígio de 21 anos voltou a atropelar os adversários e reinou no treino classificatório da tarde deste sábado, conquistando a terceira pole position consecutiva na temporada. O atual campeão mundial desbancou o compatriota e rival Jorge Lorenzo com vantagem de 0s742. Dani Pedrosa fechou o top 3 totalmente espanhol, a 0s968.
Motovelocidade Marc Marquez  GP da Argentina (Foto: Agência EFE)Na Argentina, Marc Márquez garantiu a pole position pela terceira vez na temporada (Foto: Agência EFE)
Com um domínio incontestável, Márquez assombrou os outros competidores e manteve o ritmo alucinado apresentado desde o início da temporada. O piloto da Honda aproveitou o retorno da MotoGP à Argentina, que não recebia uma prova da categoria desde 1999, para despontar como favorito absoluto à corrida deste domingo, após conquistar a pole com 1min37s683. O bicampeão Jorge Lorenzo conseguiu apagar a má impressão deixada nos EUA, quando queimou a largada de forma quase “amadora”, e garantiu presença na primeira fila pela primeira vez em 2014.

Valentino Rossi manteve o desempenho discreto apresentado pela Yamaha na corrida anterior, disputada no Circuito das Américas. O multicampeão italiano chegou a assumir a segunda posição na reta final do classificatório, mas não foi páreo para Lorenzo, Pedrosa, Aleix Espargaró e Andrea Dovizioso, terminando com o sexto melhor tempo do sábado, 1min38s949, a 1s266 de Marc Márquez. A etapa da Argentina será transmitida ao vivo pelo SporTV2 neste domingo, a partir das 14h (de Brasília).
Confira os 10 primeiros colocados do grid:
1) Marc Márquez (Espanha/Honda): 1min37s683
2) Jorge Lorenzo (Espanha/Yamaha): a 0s742
3) Dani Predosa (Espanha/Honda): a 0s968
4) Aleix Espargaró (Espanha/Forward): a 1s111
5) Andrea Dovizioso (Itália/Ducati): a 1s173
6) Valentino Rossi (Itália/Yamaha): a 1s266
7) Bradley Smith (Inglaterra/Tech3 Yamaha): a 1s275
8) Andrea Iannone (Itália/Pramac Ducati): a 1s554
9) Stefan Bradl (Alemanha/LCR Honda): a 1s614
10) Álvaro Bautista (Espanha/ Gresini Honda): a 1s746
Este é o único ângulo que os adversários conseguem ter de Marc Márquez em 2014 (Foto: Getty Images)Este é o único ângulo que os adversários conseguem ter de Marc Márquez em 2014 (Foto: Getty Images)
Tito Rabat domina na Moto2
Na Moto2, o líder do campeonato Tito Rabat garantiu a pole na Argentina com 1min43s961. O espanhol foi seguido pelo francês Johann Zarco (a 0s010) e o belga Xavier Simon, que marcou 1min44s038 e desbancou o vice-líder Maverick Viñales com o cronômetro já zebrado. O SporTV2 transmite ao vivo às 12h20 (de Brasília).
Jack Miller é pole na Moto3
O australiano Jack Miller conquistou sua segunda pole na temporada entre os pilotos da Moto3. O espanhol Efrén Vázquez ficou a 0s052 e larga da segunda posição do gris, completado pelo britânico Danny Kent, a 0s417 do mais rápido deste sábado. O brasileiro Eric Granado, da Calvo Team, anotou 1min51s677 e, a 2s477 de Miller, sai na 27ª posição. O SporTV2 exibe ao vivo a partir das 11h (de Brasília).
- Atualizado em

Musa do BMX espera estrutura e sonha com as Olimpíadas de 2016

A ciclista Priscilla Stevaux Carnaval ocupa a 25ª colocação no ranking mundial da modalidade e disputa uma vaga nos Jogos do Rio de Janeiro

Por Sorocaba, SP
20 comentários
Integrante da seleção brasileira de BMX desde 2010 e conhecida no meio como uma musa da modalidade, a ciclista Priscilla Stevaux Carnaval, de Sorocaba (a 100 km de São Paulo), sonha com uma vaga nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Para isso, sabe que precisa encarar muitos desafios até lá.
Um deles é conviver com a falta de patrocínio e de local adequado para treinar. O BMX é disputado nas Olimpíadas desde Pequim-2008, mas o Brasil ainda não conta com uma pista oficial de supercross. A Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) está preparando uma pista similar à olímpica, em Londrina (PR), e a promessa é que ela seja inaugurada ainda no primeiro semestre deste ano.
Priscilla rechaça rótulo de musa, mas fica contente com os elogios  (Foto: Ligia Alipio )A sorocabana Priscilla diz que não tem pretensão de ser modelo, mas fica contente com os elogios (Foto: Ligia Alipio)
– Eu não tenho a mesma estrutura dos outros atletas, que têm um centro olímpico de treinamento. Preciso do patrocínio para disputar campeonatos, evoluir e chegar bem às grandes competições. Até porque, se eu não for a esses campeonatos, não conheço meus adversários e isso atrapalha um pouco – diz a atleta.
A seleção treina em São José dos Campos, numa pista que também não é oficial. Priscilla, que vive de "paitrocínio" e recebe o Bolsa-Atleta do governo federal, prefere continuar morando em Sorocaba e treinando na pista que fica em um centro esportivo da cidade.

Confira o ensaio de Priscilla Stevaux, musa do BMX
– Atrapalha muito não treinar em uma pista de supercross. O partidor de largada, por exemplo, é mais inclinado, são rampas de 10 a 12 metros de comprimento. Não treinar em pistas assim prejudica muito o desempenho nas grandes competições – analisa Priscilla.
Em busca de melhor evolução, a atleta compete, muitas vezes, entre os homens.
– O nível feminino está baixo, na minha categoria a briga é com três meninas, por exemplo, e no masculino eu disputo com 16, isso ajuda muito no treinamento e na minha evolução. Não existe preconceito, eles me respeitam pelo tempo que eu tenho de carreira e na seleção brasileira – disse Priscilla.
Priscilla sofre com a falta de patrocínio  (Foto: Ligia Alipio )Priscilla sofre com a falta de patrocínio e de estrutura (Foto: Divulgação / Ligia Alipio)
O Brasil tem apenas uma vaga garantida nas Olimpíadas em 2016, mas o número pode chegar a três. A escolha da representante brasileira será a partir dos resultados das atletas no Campeonato Mundial e nas disputas do ano olímpico. Atualmente, Priscilla ocupa a 25ª colocação no ranking mundial, atrás de outra brasileira, Bianca Quinalha, na 20ª posição.
Esta semana, Priscilla está em Manchester, na Inglaterra, onde disputa a primeira etapa da Copa do Mundo em pista de padrão olímpico.
Sobre o fato de ser considerada uma musa da categoria, a atleta, que compete desde os 7 anos, desconversa.
– Eu vejo positivamente. Embora o mais importante seja a minha carreira como esportista, é bom saber que me admiram como mulher e pessoa – diz a beldade das pistas.
* Colaborou sob supervisão de Fernando Cesarotti.
Priscilla treina em pista de bicicross. Brasil não possui pista olímpica  (Foto: Ligia Alipio )Priscilla treina em pista de bicicross, pois o Brasil ainda não possui uma pista olímpica (Foto: Divulgação / Ligia Alipio )

domingo, 27 de abril de 2014

O Bafômetro agride o Direito?

                                                          João Baptista Herkenhoff
          Não me sinto constrangido por eventual submissão de alguém de minha família ao teste do bafômetro, desde que realizado respeitosamente. Em mim nunca seria feito esse teste porque não dirijo. De longa data abdiquei do uso da carteira de motorista porque me distraía na direção.
          Também não me sinto constrangido ao passar por máquinas que detectam metais, nos aeroportos, bancos etc.
          O argumento jurídico contra a obrigatoriedade do teste do bafômetro é o de que “ninguém é obrigado a fazer prova contra si mesmo”. O argumento procede. A imposição do teste fere a Constituição. Já há decisões da Justiça neste sentido. Entretanto, se o teste de bafômetro não pode ser compulsório, a recusa de submissão ao mesmo deve ser lavrada, em termo próprio, e poderá ser ponderada, em desfavor do motorista, junto a outros elementos de prova, se tiver ocorrido acidente do qual resulte morte ou lesões corporais, ou dano material em prejuízo de terceiros.
          Se alguém que não ingeriu bebida alcoólica vê-se envolvido num acidente, sua melhor conduta será aceitar o teste de bafômetro, pois a verificação negativa da presença de álcool no organismo será elemento importante em seu benefício.
          A chamada “lei seca”, a meu ver, se aplicada com sabedoria, merece aplausos, pois tem reduzido o número de acidentes, conforme constatado. Mas, como em tudo, a virtude está no meio (in medio virtus).
          A lei seca não pode ser utilizada para justificar o arbítrio ou o desrespeito ao cidadão.
          O êxito da medida depende do equilíbrio dos aplicadores da lei.
Seria razoável lavrar auto de presença de álcool no sangue contra o sacerdote que acabou de rezar Missa e ingeriu, segundo o rito, o vinho que é utilizado na celebração?
Seria aceitável adotar procedimento incriminatório contra o trabalhador cujo ofício é provar vinhos, na indústria em que exerce o seu mister, porque resíduos de álcool foram encontrados no seu organismo?
Seria compreensível punir o noivo que acabou de contrair núpcias e que, na viagem de Lua de Mel, é surpreendido na estrada, quando então se constata que ingeriu vinho, no brinde que se levanta como voto de amor eterno, segundo a tradição milenar?
Os que zelam pelo trânsito não devem ser prepotentes, como não deve ser prepotente quem quer que tenha, nesta ou naquela função, alguma parcela de autoridade. As leis de trânsito existem em benefício do povo, em defesa da vida e da integridade das pessoas. Todos devemos colaborar para que se reduzam no Brasil os acidentes, causa trágica de luto e sofrimento.
Uma política de segurança no trânsito não se limita à utilização do bafômetro, como forma de coibir a embriaguês. Todo um trabalho educativo há de ser realizado para inspirar na coletividade, principalmente nos jovens, atitudes de respeito ao próximo, responsabilidade, moderação, convívio fraterno.
João Baptista Herkenhoff, 77 anos, é Livre-Docente da Universidade Federal do Espírito Santo, palestrante pelo Brasil afora e escritor. Autor de “Dilemas de um juiz – a aventura obrigatória” (Editora GZ, Rio, 2010).
É livre a publicação deste artigo, por qualquer meio ou veículo, inclusive através da transmissão de pessoa para pessoa.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

A favor da vida

                                                          João Baptista Herkenhoff
Sou a favor da Vida. Contra o aborto, a pena de morte, a guerra. A favor de políticas públicas que favoreçam o parto feliz e a maternidade protegida. Contra a falta de saneamento nos bairros pobres, causa de doenças e endemias que produzem a morte. Discordo da percepção limitada, embora possa ser honesta e sincera, dos que reduzem a defesa da vida à proibição do aborto quando, na verdade, a questão é muito mais ampla. Abomino a hipocrisia dos que sabem que a defesa da vida exige reformas estruturais, mas resumem o tema a um artigo de lei porque as reformas mexem com interesses estabelecidos e ofendem o deus dinheiro. Sou contra o pensamento dos que não admitem o aborto nem quando é praticado por médico para salvar a vida da mãe, mas aceitariam essa opção dolorosa se a parturiente fosse uma filha. Sou contra a opinião que obscurece as medidas sociais, pedagógicas, psicológicas, médicas que devem proteger o direito de nascer. Reprovo o posicionamente dos que lançam anátema contra a mulher estuprada que, no desespero, recorre ao aborto quando, na verdade, essa mulher deveria ser socorrida na sua dor. Se não tiver o heroísmo de dar à luz a criança gerada pela violência, seja compreendida e perdoada.
Hoje eu debato esta questão doutrinariamente mas, quando fui Juiz, eu me defrontei com o aborto em concreto. Lembro-me do caso de uma mocinha. Quase à morte foi levada para um hospital que a socorreu e comunicou depois o fato à Justiça. O Promotor, no cumprimento do seu dever, formulou denúncia que recebi. Designei interrogatório. Então, pela primeira vez, eu me defrontei com o rosto sofrido da mocinha. Aquele rosto me enterneceu mas não havia ainda nos autos elementos para uma decisão. Designei audiência e as testemunhas me informaram que a acusada tinha o costume de toda noite embalar um berço vazio como se no berço houvesse uma criança. No mesmo instante percebi o que estava ocorrendo. Nem sumário de defesa seria necessário. Disse a ela, chamando-a pelo nome:
“Madalena (nome fictício), você é muito jovem. Sua vida não acabou. Essa criança, que estava no seu ventre, não existe mais. Você pode conceber outra criança que alegre sua vida. Eu vou absolvê-la mas você vai prometer não mais embalar um berço vazio como se no berço estivesse a criança que permanece no seu coração. Eu nunca tive um caso igual o seu. Esse gesto de embalar o berço mostra que você tem uma alma linda, generosa, santa. Você está livre, vá em paz. Que Deus a abençoe.”
A decisão nestes termos, em nível de diálogo, foi dada naquele momento. (Diga-se de passagem que o Juiz deve chamar os acusados pelo nome). Depois redigi a sentença no estilo jurídico, que exige técnica e argumentação.
          João Baptista Herkenhoff é juiz de Direito aposentado (ES), palestrante e escritor. Seu mais recente livro: “Encontro do Direito com a Poesia” (GZ Editora, Rio de Janeiro).
          E-mail: jbherkenhoff@uol.com.br
É livre a divulgação deste artigo por qualquer meio ou veículo, inclusive através da transmissão de pessoa para pessoa.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Tráfico humano


                                              João Baptista Herkenhoff
          Quando estudamos a História do Brasil aprendemos que a abolição da escravatura ocorreu em etapas. Primeiro foi abolido o tráfico de escravos (1850). Depois foi promulgada a Lei do Ventre Livre, em benefício dos filhos de escravos (1871). Veio depois a Lei dos Sexagenários que libertava da escravidão os idosos (1885). Finalmente, em 13 de maio de 1888 a abjeta escravidão foi totalmente proscrita de nosso país.
          Se assim é contada nossa história, o que é esse tráfico humano que a Campanha da Fraternidade deste ano denuncia? Ainda existe o tráfico de pessoas em terras brasileiras, já que o tráfico foi abolido em 1850?
          Infelizmente a resposta à indagação é afirmativa.
          Crianças são traficadas para extração e comércio de órgãos. Mulheres desprovidas de um mínimo de informação são iludidas com promessas de bem estar e traficadas para a prostituição. Trabalhadores são deslocados do lugar onde vivem e transportados para outros territórios a fim de serem explorados como escravos. Não se trata de uma fantasiosa história de terror, mas de um fato concreto que os Bispos brasileiros, com a reputação conquistada pelos serviços prestados ao povo, certificam, denunciam e condenam, conclamando todas as pessoas de caráter a uma tomada de posição. Sim, não se trata de conclamar os cristãos, e muito menos os católicos. Não é preciso ser católico ou ser cristão para dizer peremptoriamente: basta, isto não pode continuar.
          Para o homem religioso o tráfico humano é uma blasfêmia, é ofensa ao Deus Criador. Para o homem que guarda princípios éticos, sem professar uma crença, sem se filiar a um credo, o tráfico humano é uma ignomínia que não pode ser tolerada.
          Mas não basta protestar e indignar-se. É preciso exigir providências para que o tráfico humano desapareça dos horizontes nacionais.
          Sejam cobradas ações efetivas dos Poderes Executivo e Legislativo. Que se exijam posições firmes e rigorosas do Ministério Público. Que o Poder Judiciário, devidamente provocado, não se cale, nem transija. Que a sociedade civil como um todo assuma sua grande parcela de responsabilidade.
          O que não se pode admitir é a atitude de passividade e silêncio, quando sabemos que existem seres humanos tratados como mercadoria. E até pior do que mercadoria porque as mercadorias são guardadas e conservadas para que não se deteriorem, enquanto pessoas humanas vítimas de tráfico são expostas à perda da condição humana, à destruição, à doença e à morte.
          Se aqueles que são vítimas do tráfico nem protestar podem, sejamos nós a voz dos que não têm voz, de modo que nosso grito de revolta ecoe de norte a sul.
João Baptista Herkenhoff, magistrado aposentado e Livre-Docente da Universidade Federal do Espírito Santo, é palestrante pelo Brasil afora. Foi um dos fundadores e primeiro presidente da Comissão de Justiça e Paz, da Arquidiocese e Vitória. Acaba de publicar Encontro do Direito com a Poesia – crônicas e escritos leves (GZ Editora, Rio).
É livre a divulgação deste artigo, por qualquer meio ou veículo, inclusive através da transmissão de pessoa para pessoa.

domingo, 6 de abril de 2014

O que é ser Avô?


                                                          João Baptista Herkenhoff
 
          O título de Avô é sumamente democrático. Podem ser avô o ministro, o embaixador, o industrial, o funcionário público, o comerciário, o gari. Quando o netinho ou a netinha sorri, o avô, seja rei ou súdito, rico ou pobre, brasileiro ou portador de outra nacionalidade, se desmancha de alegria. Quando o pequenino faz uma arte criativa, o avô e a avó batem palmas incondicionais.
          Dizem que avós deseducam, mas não concordo com esta tese. Por que uma criança não tem direito de dar mel ao gatinho, jogar pela janela os selos que o avô ciosamente colecionava, tirar do armário a grinalda que lembra à avó o dia do casamento para desfilar garbosamente pela casa com aquela coroa na cabeça? Os adultos comuns, adultos ordinários, estabelecem regras autoritárias que os avós, adultos especiais, adultos extraordinários, com muita sabedoria, revogam.
          Como será o mundo que a netinha que me fez avô encontrará, quando se tornar adulta? Será um mundo civilizado, um mundo de Paz? Ou será um mundo que governantes imbecis, financiados por fabricantes de armas, transformarão em cenário de guerra? Como será o Brasil do amanhã? Um Brasil regido por padrões de Justiça Social, onde Mães deem filhos à luz com segurança, em hospitais públicos de excelente qualidade, confiantes do futuro, ou um país onde a Mãe, para livrar a criança da fome, aborta a vida nascente?
          Os avós não são importantes apenas no círculo da família. Exercem também um papel relevante na sociedade. Transmitem às gerações seguintes a experiência que a vida proporcionou. A experiência não é para ser guardada como bem individual. É patrimônio coletivo, como muito bem colocou o filósofo inglês Alfred Whitehead
          A aposentadoria é um direito assegurado por anos de trabalho, mas não tem de implicar, necessariamente, em encerramento de atividades. Pode apenas sinalizar redução de compromissos exigentes. São múltiplas as novas experiências possíveis. Que cada um encontre seu caminho. Que a sociedade não cometa o desatino de desprezar a sabedoria dos mais velhos.
          Quando me aposentei, por tempo de serviço, na magistratura e no magistério, fui tomado por uma crise de identidade. O vazio manifestou-se forte quando tive de preencher a ficha de entrada num hotel. Se estava aposentado como juiz e como professor, qual profissão me identificaria? "Ser ou não ser", eis a questão.  Shakespeare, pela boca de Hamlet, percebeu a tragédia humana antes de Freud.
Ah, sim. Já sei. E escrevi na ficha do hotel, resolutamente: Professor itinerante, autodefinição que me fixou um itinerário de vida pós-aposentadoria.
 
João Baptista Herkenhoff é magistrado aposentado, Livre-Docente da Universidade Federal do Espírito Santo e escritor. Autor, dentre outros livros, de: Filosofia do Direito (GZ Editora, Rio de Janeiro).
 
É livre a divulgação deste artigo por qualquer meio ou veículo, inclusive através da transmissão de pessoa para pessoa.

O que é ser Avô?


 

                                                          João Baptista Herkenhoff
 
          O título de Avô é sumamente democrático. Podem ser avô o ministro, o embaixador, o industrial, o funcionário público, o comerciário, o gari. Quando o netinho ou a netinha sorri, o avô, seja rei ou súdito, rico ou pobre, brasileiro ou portador de outra nacionalidade, se desmancha de alegria. Quando o pequenino faz uma arte criativa, o avô e a avó batem palmas incondicionais.
          Dizem que avós deseducam, mas não concordo com esta tese. Por que uma criança não tem direito de dar mel ao gatinho, jogar pela janela os selos que o avô ciosamente colecionava, tirar do armário a grinalda que lembra à avó o dia do casamento para desfilar garbosamente pela casa com aquela coroa na cabeça? Os adultos comuns, adultos ordinários, estabelecem regras autoritárias que os avós, adultos especiais, adultos extraordinários, com muita sabedoria, revogam.
          Como será o mundo que a netinha que me fez avô encontrará, quando se tornar adulta? Será um mundo civilizado, um mundo de Paz? Ou será um mundo que governantes imbecis, financiados por fabricantes de armas, transformarão em cenário de guerra? Como será o Brasil do amanhã? Um Brasil regido por padrões de Justiça Social, onde Mães deem filhos à luz com segurança, em hospitais públicos de excelente qualidade, confiantes do futuro, ou um país onde a Mãe, para livrar a criança da fome, aborta a vida nascente?
          Os avós não são importantes apenas no círculo da família. Exercem também um papel relevante na sociedade. Transmitem às gerações seguintes a experiência que a vida proporcionou. A experiência não é para ser guardada como bem individual. É patrimônio coletivo, como muito bem colocou o filósofo inglês Alfred Whitehead
          A aposentadoria é um direito assegurado por anos de trabalho, mas não tem de implicar, necessariamente, em encerramento de atividades. Pode apenas sinalizar redução de compromissos exigentes. São múltiplas as novas experiências possíveis. Que cada um encontre seu caminho. Que a sociedade não cometa o desatino de desprezar a sabedoria dos mais velhos.
          Quando me aposentei, por tempo de serviço, na magistratura e no magistério, fui tomado por uma crise de identidade. O vazio manifestou-se forte quando tive de preencher a ficha de entrada num hotel. Se estava aposentado como juiz e como professor, qual profissão me identificaria? "Ser ou não ser", eis a questão.  Shakespeare, pela boca de Hamlet, percebeu a tragédia humana antes de Freud.
Ah, sim. Já sei. E escrevi na ficha do hotel, resolutamente: Professor itinerante, autodefinição que me fixou um itinerário de vida pós-aposentadoria.
 
João Baptista Herkenhoff é magistrado aposentado, Livre-Docente da Universidade Federal do Espírito Santo e escritor. Autor, dentre outros livros, de: Filosofia do Direito (GZ Editora, Rio de Janeiro).
 
É livre a divulgação deste artigo por qualquer meio ou veículo, inclusive através da transmissão de pessoa para pessoa.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

MotoGP: Rossi sugere renovação de contrato com a Yamaha

03 de Abril de 2014

A estrela italiana do MotoG Valentino Rossi regressou à Yamaha no início de 2013 e somou seis pódios ao longo do ano passado, incluindo um triunfo em Assen. Há cerca de duas semanas realizou uma fantástica corrida no Qatar para terminar em segundo na primeira corrida do ano, após brilhante batalha com o Campeão do Mundo Marc Márquez.

Rossi afirmou durante vários meses que o seu nível de competitividade nas primeiras etapas de 2014 seriam cruciais para a decisão de continuar no MotoGP.

Depois de correr tão próximo de Márquez em Losail ele disse em entrevista a televisão italiana Sky sobre 2015: “Penso que vou renovar com a Yamaha. Nunca tive a ideia de desistir, sinto-me em boa forma e, acima de tudo, as corridas dão-me imenso prazer. É o que mais gosto na minha vida, adoro este mundo e o estilo de vida inerente a ser piloto de MotoGP, treinar arduamente e viajar pelo mundo. Desde que seja competitivo espero continuar."

Ele disse ainda: “Agora é fundamental ver quão competitivos podemos ser no Texas e na Argentina e ver se estamos realmente melhores que em 2013. No ano passado no Qatar as coisas correram bem, mas este ano o segundo lugar foi uma prestação ainda melhor na corrida. Corri a bom nível ao longo da minha carreira, mas agora é mais difícil. Temos de ser muito competitivos e sabemos que voltar a conquistar o título é muito difícil, mas se estivermos perto da frente todos os domingos é bom."

Questionado sobre a sua moto favorita de entre todas aquelas com que já correu, Rossi respondeu: “Rodei com muitas motos diferentes, Aprilia, Honda e Ducati. Mas a minha preferida é claramente a Yamaha M1!"

Ao ser perguntado sobre quem irá ganhar o título de MotoGP de 2014, Rossi disse com sorriso: “Penso que o Márquez vai voltar a ser Campeão do Mundo e vou tentar dar-lhe alguma sorte."

Foto: Divulgação
Fonte:
Equipe MOTO.com.br

Velocross em Rio Negro


2/4/2014 09:11:34
Está chegando a 2ª etapa do Paranaense
$alttext
A cidade de Rio Negro recebe nos dias 05 e 06 de abril, no Parque Esportivo Maximiano Pfeffer, a 2ª Etapa do Campeonato Paranaense de Velocross.

A pista desta 2ª etapa é uma das mais tradicionais e difíceis da temporada, fato que atrai muito interesse dos pilotos.

Com isso, a expectativa do Presidente da Federação Paranaense de Motociclismo, Gilberto Rosa, é que a 2ª etapa supere o numero das 430 inscrições da abertura da temporada, que aconteceu em Balsa Nova.

A Entidade torce também para que a qualidade de disputas acirradas, como as que aconteceram na categoria VX1 e VX2 na 1ª etapa, entre os pilotos Rafael Faria, Rodrigo Taborda, Endrews Armstrong, Paulo Stedile, Jacson Keil, Luís Felipe Fietz, Gustavo Oliveira, se repitam!

Mesmo com intensa disputa, o piloto paranaense Rafael Faria levou a melhor na primeira fase e surge como um dos destaques para repetir a dose em Rio Negro.

O campeonato é supervisionado pela Federação Paranaense de Motociclismo, com patrocínio da PRO TORK, a maior fabrica de moto peças da América Latina e apoio Jarva Racing, Secretaria de Esportes e Prefeitura Municipal de Rio Negro.

Mais informações no site da Federação Paranaense de Motociclismo: www.fprm.com.br
/ 1

PKES INCETIVANDO O ESPORTE

Ondas gigantes Surf

Multiplicando a Informação

Multi

PKES Moto Clube, nós vamos voltar!

Rally

PKES MOTO CLUBE LIGADO

P62

PKES Moto Clube - Busca o seu Patrocínio

PKES Moto Clube -  Busca o seu Patrocínio