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MotoGP: afirmação de Márquez, troco de Lorenzo e o último (?) ato de Rossi
Mundial de Motovelocidade começa no fim de semana, com prova noturna em Losail, no Catar; SporTV transmite corrida ao vivo, a partir das 13h
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Na “Open”, oriunda da antiga "CLT", as equipes que quiserem participar são obrigadas a usar o “ECU” padrões, fornecido pela a organização do campeonato. O "ECU" significa "Electronic Control Unit", algo como cérebro da moto, que controla o sistema de injeção de combustível . Em contrapartida, quem optar por ingressar na categoria ganha diversas vantagens em relação às equipes de fábrica: permissão para usar quatro litros extras de combustível por corrida, correr com compostos mais macios, uso de 12 motores, contra apenas cinco para as equipes de fábrica, e desenvolvimento dos propulsores liberado durante toda a temporada.
Como a Ducati, famosa equipe de fábrica, sinalizou a intenção de fazer parte da Open Class em 2014 - o que deixou a Honda descontente -, a organização decidiu introduzir mais uma classe: a Fábrica 2. Essa classe foi criada com o objetivo de que os privilégios dados às motos "Open" sejam diminuídos caso a equipe comece a chegar frequentemente entre os três primeiros.
Classe Fábrica: 20 litros de combustível por corrida e cinco motores por temporada. Congelamento no desenvolvimento do motor ao longo do ano.
Classe 'Open': 24 litros de combustível por prova e 12 motores por temporada.
Classe Fábrica 2: Mesma configuração da Classe 'Open'. No entanto, caso a equipe conquiste três terceiros lugares, dois segundos ou um primeiro, passarão a ter 22.5 litros de combustível por corrida e nove motores por temporada.
Outros dois pilotos que podem dar trabalho são o britânico Bradley Smith, companheiro de Pol na Tech 3, e o alemão Stefan Bradl, da LCR Honda. Ambos já têm certa experiência na categoria rainha, e provaram na pré-temporada devem incomodar os rivais dos times maiores. Vale ficar de olho também no desempenho de Cal Crutchlow em sua primeira temporada pela Ducati. No ano passado, o britânico chegou a incomodar os ponteiros guiando pela satélite da Yamaha.
Na abertura dos treinos livres para o GP do Catar deste fim de semana, Aleix superou os favoritos Márquez, Lorenzo, Rossi e Pedrosa e com sua moto da classe 'Open' foi o mais rápido da sessão com 1min55s201, à frente dos pilotos de equipes satélites Alvaro Bautista, Bradley Smith e Andrea Iannone. Seu irmão mais jovem Pol fechou em quinto, duas semanas após quebrar a clavícula. Longe das primeiras posições, os pilotos das equipes de fábrica tiveram como representante melhor colocado Dani Pedrosa, em sexto. Valentino Rossi foi o sétimo e Jorge Lorenzo, o nono. Recuperando-se da fratura na perna, Márquez não passou da 11ª colocação.
pré-temporada no Qatar (Foto: Getty Images)
Na Moto2, vale ficar de olho em alguns nomes. Em 2013, Esteve “Tito” Rabat deu um passo à frente e descobriu o seu verdadeiro potencial. O piloto foi o terceiro colocado no Mundial, atrás de Pol Espargaró e Scott Redding, mas com a promoção destes dois, é tido como o favorito para o título em 2014. Maverick Viñales foi o campeão da Moto3, e chega à categoria intermediária com moral. Viñales deverá ser a pedra no sapado de Tito na briga pelo título da Moto2 de 2014.
No campeonato da Moto3 de 2013, Alex Rins perdeu o título por 0.18s para Viñales. Apesar da boa temporada que o piloto fez no ano passado, os testes deste ano não foram muito animadores. Já Alex Márquez, irmão do campeão da categoria principal, conquistou o prêmio de revelação de 2013 e chega cheio de confiança para a temporada 2014. Destaque também para Jack Miller, que especialistas apontam como o melhor piloto australiano desde Casey Stoner.
Na Moto3 está também o único representante brasileiro na categoria: Eric Granado. Apesar de jovem, o paulista de apenas 17 anos entrará em sua terceira temporada no Mundial de Motovelocidade. Após uma entrada precipitada na Moto2 em 2012, ele disputará seu segundo ano na Moto3. Granado defenderá a "Calvo Team" e guiará uma moto KTM.
Comentarista de Motovelocidade do SporTV e responsável pelo blog Mundo Moto, Fausto Macieira faz sua análise das atrações da temporada 2014:
Valentino Rossi voltará a brilhar? Será seu ano de despedida?
Depois de bons tempos na pré-temporada, Rossi recuperou a motivação e quer voltar ao pódio, de preferência ao lugar mais alto. E a partir daí sonhar com o décimo título (oitavo na MotoGP). Aos 35 anos, provavelmente será o último ano dele como atleta de alto desempenho, e a ideia é sair por cima...
Lorenzo, Rossi e Pedrosa poderão bater Márquez?
Em tese, com um ano de experiência, Márquez vai vir para trucidar a concorrência. Mas a perna quebrada há seis semanas não vai ajudar no início da temporada. Pedrosa sabe que é a grande chance de pular na ponta e tentar se manter. Lorenzo e Rossi têm problemas de pneus e consumo, mas vão entrar na pista dispostos a tudo para barrar a dupla da Honda.
Expectativas para Eric Granado na Moto3:
Em uma equipe que foi campeã em 2013 e com dois companheiros fortes, Eric tem que pontuar, pontuar e pontuar, ou seja, ganhar consistência. Ao contrário do que acontece com espanhóis e italianos, ele está sozinho, e a pressão por resultados é grande. Mas o conhecimento das pistas e a experiência de duas temporadas conta a favor. Sorte para ele.
Ducati na Fábrica 2:
A Ducati jogou com o regulamento e fez o certo, assegurou mais combustível para soltar a cavalaria do seu motor. Além disso, os motores disponíveis são 12 contra cinco da classe Fábrica, com desenvolvimento e testes quase ilimitados, mais o pneu extra macio e a programação eletrônica da Marelli, sua co-irmã de muitas temporadas. Acho que eles vão melhorar.
Vale ficar de olho:
O piloto a se olhar na Classe Aberta é da equipe que anda com a Yamaha 2013 adaptada: Aleix Espargaró, bicampeão da extinta classe CRT. Espargaró está andando tanto que Jorge Lorenzo pediu para testar a moto dele. A Yamaha não deixou. Ainda...
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* Produzido por Pedro Lopes, estagiário, sob supervisão de Felipe Siqueira