Objetivo do Blog; Educativo, Ressocialização, retirando os Jovens das manobras de motociclismo das ruas, levando-os para motodromos legalizado pela Federação, a competição, esporte profissional ou amador, retirando-os do risco do envolvimento com drogas, e da marginalização. Acreditamos na Educação com Evangelho, Esporte e cultura. Moyses Alves dos Santos de Almeida
Quando estudamos a História do Brasil aprendemos que a abolição da escravatura ocorreu em etapas. Primeiro foi abolido o tráfico de escravos (1850). Depois foi promulgada a Lei do Ventre Livre, em benefício dos filhos de escravos (1871). Veio depois a Lei dos Sexagenários que libertava da escravidão os idosos (1885). Finalmente, em 13 de maio de 1888 a abjeta escravidão foi totalmente proscrita de nosso país.
Se assim é contada nossa história, o que é esse tráfico humano que a Campanha da Fraternidade deste ano denuncia? Ainda existe o tráfico de pessoas em terras brasileiras, já que o tráfico foi abolido em 1850?
Infelizmente a resposta à indagação é afirmativa.
Crianças são traficadas para extração e comércio de órgãos. Mulheres desprovidas de um mínimo de informação são iludidas com promessas de bem estar e traficadas para a prostituição. Trabalhadores são deslocados do lugar onde vivem e transportados para outros territórios a fim de serem explorados como escravos. Não se trata de uma fantasiosa história de terror, mas de um fato concreto que os Bispos brasileiros, com a reputação conquistada pelos serviços prestados ao povo, certificam, denunciam e condenam, conclamando todas as pessoas de caráter a uma tomada de posição. Sim, não se trata de conclamar os cristãos, e muito menos os católicos. Não é preciso ser católico ou ser cristão para dizer peremptoriamente: basta, isto não pode continuar.
Para o homem religioso o tráfico humano é uma blasfêmia, é ofensa ao Deus Criador. Para o homem que guarda princípios éticos, sem professar uma crença, sem se filiar a um credo, o tráfico humano é uma ignomínia que não pode ser tolerada.
Mas não basta protestar e indignar-se. É preciso exigir providências para que o tráfico humano desapareça dos horizontes nacionais.
Sejam cobradas ações efetivas dos Poderes Executivo e Legislativo. Que se exijam posições firmes e rigorosas do Ministério Público. Que o Poder Judiciário, devidamente provocado, não se cale, nem transija. Que a sociedade civil como um todo assuma sua grande parcela de responsabilidade.
O que não se pode admitir é a atitude de passividade e silêncio, quando sabemos que existem seres humanos tratados como mercadoria. E até pior do que mercadoria porque as mercadorias são guardadas e conservadas para que não se deteriorem, enquanto pessoas humanas vítimas de tráfico são expostas à perda da condição humana, à destruição, à doença e à morte.
Se aqueles que são vítimas do tráfico nem protestar podem, sejamos nós a voz dos que não têm voz, de modo que nosso grito de revolta ecoe de norte a sul.
João Baptista Herkenhoff, magistrado aposentado e Livre-Docente da Universidade Federal do Espírito Santo, é palestrante pelo Brasil afora. Foi um dos fundadores e primeiro presidente da Comissão de Justiça e Paz, da Arquidiocese e Vitória. Acaba de publicar Encontro do Direito com a Poesia – crônicas e escritos leves (GZ Editora, Rio).
O
título de Avô é sumamente democrático. Podem ser avô o ministro, o
embaixador, o industrial, o funcionário público, o comerciário, o gari.
Quando o netinho ou a netinha sorri, o avô, seja rei ou súdito, rico ou
pobre, brasileiro ou portador de outra nacionalidade, se desmancha de
alegria. Quando o pequenino faz uma arte criativa, o avô e a avó batem
palmas incondicionais.
Dizem
que avós deseducam, mas não concordo com esta tese. Por que uma criança
não tem direito de dar mel ao gatinho, jogar pela janela os selos que o
avô ciosamente colecionava, tirar do armário a grinalda que lembra à
avó o dia do casamento para desfilar garbosamente pela casa com aquela
coroa na cabeça? Os adultos comuns, adultos ordinários, estabelecem
regras autoritárias que os avós, adultos especiais, adultos
extraordinários, com muita sabedoria, revogam.
Como
será o mundo que a netinha que me fez avô encontrará, quando se tornar
adulta? Será um mundo civilizado, um mundo de Paz? Ou será um mundo que
governantes imbecis, financiados por fabricantes de armas, transformarão
em cenário de guerra? Como será o Brasil do amanhã? Um Brasil regido
por padrões de Justiça Social, onde Mães deem filhos à luz com
segurança, em hospitais públicos de excelente qualidade, confiantes do
futuro, ou um país onde a Mãe, para livrar a criança da fome, aborta a
vida nascente?
Os
avós não são importantes apenas no círculo da família. Exercem também
um papel relevante na sociedade. Transmitem às gerações seguintes a
experiência que a vida proporcionou. A experiência não é para ser
guardada como bem individual. É patrimônio coletivo, como muito bem
colocou o filósofo inglês Alfred Whitehead
A
aposentadoria é um direito assegurado por anos de trabalho, mas não tem
de implicar, necessariamente, em encerramento de atividades. Pode
apenas sinalizar redução de compromissos exigentes. São múltiplas as
novas experiências possíveis. Que cada um encontre seu caminho. Que a
sociedade não cometa o desatino de desprezar a sabedoria dos mais
velhos.
Quando
me aposentei, por tempo de serviço, na magistratura e no magistério,
fui tomado por uma crise de identidade. O vazio manifestou-se forte
quando tive de preencher a ficha de entrada num hotel. Se estava
aposentado como juiz e como professor, qual profissão me identificaria?
"Ser ou não ser", eis a questão. Shakespeare, pela boca de Hamlet,
percebeu a tragédia humana antes de Freud.
Ah,
sim. Já sei. E escrevi na ficha do hotel, resolutamente: Professor
itinerante, autodefinição que me fixou um itinerário de vida
pós-aposentadoria.
João Baptista Herkenhoff é magistrado aposentado, Livre-Docente da Universidade Federal do Espírito Santo e escritor. Autor, dentre outros livros, de: Filosofia do Direito (GZ Editora, Rio de Janeiro).
O
título de Avô é sumamente democrático. Podem ser avô o ministro, o
embaixador, o industrial, o funcionário público, o comerciário, o gari.
Quando o netinho ou a netinha sorri, o avô, seja rei ou súdito, rico ou
pobre, brasileiro ou portador de outra nacionalidade, se desmancha de
alegria. Quando o pequenino faz uma arte criativa, o avô e a avó batem
palmas incondicionais.
Dizem
que avós deseducam, mas não concordo com esta tese. Por que uma criança
não tem direito de dar mel ao gatinho, jogar pela janela os selos que o
avô ciosamente colecionava, tirar do armário a grinalda que lembra à
avó o dia do casamento para desfilar garbosamente pela casa com aquela
coroa na cabeça? Os adultos comuns, adultos ordinários, estabelecem
regras autoritárias que os avós, adultos especiais, adultos
extraordinários, com muita sabedoria, revogam.
Como
será o mundo que a netinha que me fez avô encontrará, quando se tornar
adulta? Será um mundo civilizado, um mundo de Paz? Ou será um mundo que
governantes imbecis, financiados por fabricantes de armas, transformarão
em cenário de guerra? Como será o Brasil do amanhã? Um Brasil regido
por padrões de Justiça Social, onde Mães deem filhos à luz com
segurança, em hospitais públicos de excelente qualidade, confiantes do
futuro, ou um país onde a Mãe, para livrar a criança da fome, aborta a
vida nascente?
Os
avós não são importantes apenas no círculo da família. Exercem também
um papel relevante na sociedade. Transmitem às gerações seguintes a
experiência que a vida proporcionou. A experiência não é para ser
guardada como bem individual. É patrimônio coletivo, como muito bem
colocou o filósofo inglês Alfred Whitehead
A
aposentadoria é um direito assegurado por anos de trabalho, mas não tem
de implicar, necessariamente, em encerramento de atividades. Pode
apenas sinalizar redução de compromissos exigentes. São múltiplas as
novas experiências possíveis. Que cada um encontre seu caminho. Que a
sociedade não cometa o desatino de desprezar a sabedoria dos mais
velhos.
Quando
me aposentei, por tempo de serviço, na magistratura e no magistério,
fui tomado por uma crise de identidade. O vazio manifestou-se forte
quando tive de preencher a ficha de entrada num hotel. Se estava
aposentado como juiz e como professor, qual profissão me identificaria?
"Ser ou não ser", eis a questão. Shakespeare, pela boca de Hamlet,
percebeu a tragédia humana antes de Freud.
Ah,
sim. Já sei. E escrevi na ficha do hotel, resolutamente: Professor
itinerante, autodefinição que me fixou um itinerário de vida
pós-aposentadoria.
João Baptista Herkenhoff é magistrado aposentado, Livre-Docente da Universidade Federal do Espírito Santo e escritor. Autor, dentre outros livros, de: Filosofia do Direito (GZ Editora, Rio de Janeiro).
A estrela italiana do MotoG Valentino
Rossi regressou à Yamaha no início de 2013 e somou seis pódios ao longo
do ano passado, incluindo um triunfo em Assen. Há cerca de duas semanas
realizou uma fantástica corrida no Qatar para terminar em segundo na
primeira corrida do ano, após brilhante batalha com o Campeão do Mundo
Marc Márquez.
Rossi afirmou durante vários meses que o seu nível
de competitividade nas primeiras etapas de 2014 seriam cruciais para a
decisão de continuar no MotoGP.
Depois de correr tão próximo de
Márquez em Losail ele disse em entrevista a televisão italiana Sky sobre
2015: “Penso que vou renovar com a Yamaha. Nunca tive a ideia de
desistir, sinto-me em boa forma e, acima de tudo, as corridas dão-me
imenso prazer. É o que mais gosto na minha vida, adoro este mundo e o
estilo de vida inerente a ser piloto de MotoGP, treinar arduamente e
viajar pelo mundo. Desde que seja competitivo espero continuar."
Ele
disse ainda: “Agora é fundamental ver quão competitivos podemos ser no
Texas e na Argentina e ver se estamos realmente melhores que em 2013. No
ano passado no Qatar as coisas correram bem, mas este ano o segundo
lugar foi uma prestação ainda melhor na corrida. Corri a bom nível ao
longo da minha carreira, mas agora é mais difícil. Temos de ser muito
competitivos e sabemos que voltar a conquistar o título é muito difícil,
mas se estivermos perto da frente todos os domingos é bom."
Questionado
sobre a sua moto favorita de entre todas aquelas com que já correu,
Rossi respondeu: “Rodei com muitas motos diferentes, Aprilia, Honda e
Ducati. Mas a minha preferida é claramente a Yamaha M1!"
Ao ser
perguntado sobre quem irá ganhar o título de MotoGP de 2014, Rossi disse
com sorriso: “Penso que o Márquez vai voltar a ser Campeão do Mundo e
vou tentar dar-lhe alguma sorte."
A cidade de Rio Negro recebe nos dias 05 e 06 de abril,
no Parque Esportivo Maximiano Pfeffer, a 2ª Etapa do Campeonato
Paranaense de Velocross.
A pista desta 2ª etapa é uma das mais tradicionais e difíceis da temporada, fato que atrai muito interesse dos pilotos.
Com isso, a expectativa do Presidente da Federação Paranaense de
Motociclismo, Gilberto Rosa, é que a 2ª etapa supere o numero das 430
inscrições da abertura da temporada, que aconteceu em Balsa Nova.
A Entidade torce também para que a qualidade de disputas acirradas,
como as que aconteceram na categoria VX1 e VX2 na 1ª etapa, entre os
pilotos Rafael Faria, Rodrigo Taborda, Endrews Armstrong, Paulo Stedile,
Jacson Keil, Luís Felipe Fietz, Gustavo Oliveira, se repitam!
Mesmo com intensa disputa, o piloto paranaense Rafael Faria levou a
melhor na primeira fase e surge como um dos destaques para repetir a
dose em Rio Negro.
O campeonato é supervisionado pela Federação Paranaense de
Motociclismo, com patrocínio da PRO TORK, a maior fabrica de moto peças
da América Latina e apoio Jarva Racing, Secretaria de Esportes e
Prefeitura Municipal de Rio Negro.
Mais informações no site da Federação Paranaense de Motociclismo: www.fprm.com.br
– / 1
domingo, 23 de março de 2014
Vem ai.... Abertura do Campeonato Paranaense e Brasileiro de Velocross
[05-03-2014]
Clique na foto para ampliar
Está aberta a temporada!!! Venha sentir o ronco dos motores e a velocidade com a abertura do Campeonato Paranaense e Brasileiro de Velocross. A competição será realizada nos dias 8 e 9 de março na Pista Durau Cross, em Balsa Nova. De acordo com o Presidente da Federação Paranaense de Motociclismo Gilberto Rosa,
o Campeonato promete reunir os melhores pilotos da modalidade. Um
verdadeiro show nas pistas para quem gosta de velocidade. Entre os destaques estão Nasri Sarkis, Gustavo Oliveira, Rodrigo Taborda, Jackson Keil e Paulo Stedile, Alencar Krefta. Gilberto ressalta ainda que o Campeonato é um evento muito bacana para reunir os familiares e amigos, realmente voltado às famílias paranaenses. No
Velocross os pilotos utilizam motos Trial ou Off-Road, também
utilizadas em outras modalidades como no Motocross e no Enduro de
Regularidade, porém a diferença está na pista e na preparação das motos
que devem ter potência, aceleração e velocidade. Diferente do Motocross,
no Velocross não existe obstáculos como saltos por exemplo. O que
encanta os apaixonados é a velocidade. O
campeonato é supervisionado pela Federação Paranaense de Motociclismo,
com patrocínio PRO TORK a maior fabrica de motopeças da América Latina,
apoio Jarva Racing, Adrenalina Moto Racing e Prefeitura Municipal de
Balsa Nova. E apoio da Secretaria de Esportes. Mais informações no site da Federação Paranaense de Motociclismo, www.fprm.com.br. Serviço O que: Abertura Campeonato Paranaense e Brasileiro de Velocross Quando: 8 e 9 de março Onde: Pista Durau Cross – Balsa Nova Informações: www.fprm.com.br
MotoGP: afirmação de Márquez, troco de Lorenzo e o último (?) ato de Rossi
Mundial de Motovelocidade começa
no fim de semana, com prova noturna em Losail, no Catar; SporTV
transmite corrida ao vivo, a partir das 13h
Por GLOBOESPORTE.COM*Rio de Janeiro
23 comentários
Pilotos da MotoGP posam para a foto oficial do grid de 2014 (Foto: Divulgação/MotoGP)
No dia 23 de março, o Mundial de Motovelocidade dá a largada para a 65ª
temporada de sua história. A primeira etapa será realizada no circuito
de Losail, no Qatar, com 24 pilotos na pista e transmissão ao vivo pelos
canais SporTV. Neste ano, o calendário conta com 19 etapas, uma a mais
do que no ano passado. Brasília, que sediaria o GP do Brasil, aumentaria
a agenda para 20 provas, mas a prova foi excluída em razão do atraso das obras no autódromo.
Após um campeonato espetacular no ano passado da MotoGP, a categoria
principal, com a coroação do prodígio Marc Márquez, a temporada de 2014
chega cercada de expectativas. Será que o menino de ouro da Honda
novamente conseguirá se impôr aos adversários? Será que Jorge Lorenzo
conseguirá se vingar após perder o campeonato em 2013? Será este o
último ano da lenda Valentino Rossi na categoria? Será que Dani Pedrosa,
enfim, se livrará do papel de coadjuvante? Este pacotão especial traz
os favoritos, as novidades, as promessas e o calendário completo de
2014. Confira!
Em 2014, o prodígio Marc Márquez, alcunha que conquistou no ano passado
ao quebrar inúmeros recordes, inclusive o de mais jovem campeão do
mundo, com 20 anos, defenderá sua coroa. De quebra, o "Formiga Atômica"
se tornou o primeiro estreante a ser campeão em 35 anos, desde o debute
vitorioso de Kenny Roberts em 1978. Contudo, após ter quebrado a perna
em uma sessão de testes de moto em uma pista de terra e ter perdido
parte da prá-temporada, o menino de ouro da Honda não se sabe se
começará o campeonato 100%.
Marc Márquez é o atual campeão da MotoGP (Foto: EFE)
Enquanto isso, o bicampeão e seu principal rival em 2013, Jorge Lorenzo,
virá mordido para “se vingar”. O espanhol da Yamaha, porém, sofreu para
se entender com os pneus da Bridgestone na pré-temporada, andando
abaixo do esperado. Além de Jorge, seu companheiro de equipe Valentino Rossi
promete incomodar o prodígio Márquez. Se em 2013 o heptacampeão não
teve a atuação que os fãs esperavam em sua volta à Yamaha, neste ano,
com uma moto construída ao seu estilo de pilotagem, o "Doutor"
demonstrou lampejos de sua genialidade durante os testes de
pré-temporada, gerando grande expectativa em sua legião de fãs. Para
adicionar mais ingredientes, o ano de 2014 pode representar o último ato
de Rossi na MotoGP. O veterano italiano de 35 anos disse que tomará uma
decisão sobre sua aposentadoria até o GP da Itália, no dia 1º de junho.
Valentino Rossi e mais um de seus divertidos capacetes (Foto: Divulgação)
Fechando o quarteto das equipes de fábrica, está o espanhol Daniel
Pedrosa, companheiro de Márquez na Honda. Ofuscado pelo recém-chegado
parceiro de time, Dani tenta se livrar, de uma vez por todas, do papel
de coadjuvante que insiste em persegui-lo.
Jorge Lorenzo, Marc Márquez e Dani Pedrosa em Phillip Island, Austrália (Foto: Agência Getty Images)
Dentro da MotoGP existem diversas classes. Dentro da classe "Fábrica"
há os times principais das montadoras, como os da Honda e da Yamaha, e
as equipes satélites dessas mesmas montadoras, que usam equipamentos
adaptados. A maior novidade deste ano é a criação de duas novas classes:
a Open Class (classe aberta, em português) e a Fábrica 2 (ou Fábrica
com concessões).
Na “Open”, oriunda da antiga "CLT", as equipes que quiserem participar
são obrigadas a usar o “ECU” padrões, fornecido pela a organização do
campeonato. O "ECU" significa "Electronic Control Unit", algo como
cérebro da moto, que controla o sistema de injeção de combustível . Em
contrapartida, quem optar por ingressar na categoria ganha diversas
vantagens em relação às equipes de fábrica: permissão para usar quatro
litros extras de combustível por corrida, correr com compostos mais
macios, uso de 12 motores, contra apenas cinco para as equipes de
fábrica, e desenvolvimento dos propulsores liberado durante toda a
temporada.
Como a Ducati, famosa equipe de fábrica, sinalizou a intenção de fazer
parte da Open Class em 2014 - o que deixou a Honda descontente -, a
organização decidiu introduzir mais uma classe: a Fábrica 2. Essa classe
foi criada com o objetivo de que os privilégios dados às motos "Open"
sejam diminuídos caso a equipe comece a chegar frequentemente entre os
três primeiros.
Ducati ainda sem a pintura vermelha tradicional, durante os testes em Phillip Island (Foto: Getty Images)
Para entender melhor Classe Fábrica: 20 litros de combustível por corrida e cinco motores por temporada. Congelamento no desenvolvimento do motor ao longo do ano. Classe 'Open': 24 litros de combustível por prova e 12 motores por temporada. Classe Fábrica 2: Mesma configuração da Classe 'Open'.
No entanto, caso a equipe conquiste três terceiros lugares, dois
segundos ou um primeiro, passarão a ter 22.5 litros de combustível por
corrida e nove motores por temporada.
Neste ano é bom ficar de olho na família Espargaró. Aleix, da
FTR-Yamaha, e Pol, da Tech 3 Yamaha, têm andado muito bem durante os
testes de pré-temporada. Em algumas sessões, os espanhóis andaram na
frente dos pilotos de equipes de fábrica e Aleix chegou a liderar a
última atividade.
Outros dois pilotos que podem dar trabalho são o britânico Bradley
Smith, companheiro de Pol na Tech 3, e o alemão Stefan Bradl, da LCR
Honda. Ambos já têm certa experiência na categoria rainha, e provaram na
pré-temporada devem incomodar os rivais dos times maiores. Vale ficar
de olho também no desempenho de Cal Crutchlow em sua primeira temporada
pela Ducati. No ano passado, o britânico chegou a incomodar os ponteiros
guiando pela satélite da Yamaha.
Aleix Espargaró (esq) e o irmão Pol durante os testes no Qatar (Foto: Getty Images)
Aleix Espargaró brilha no primeiro treino livre para o GP do Catar:
Na abertura dos treinos livres para o GP do Catar deste fim de semana,
Aleix superou os favoritos Márquez, Lorenzo, Rossi e Pedrosa e com sua
moto da classe 'Open' foi o mais rápido da sessão com 1min55s201, à
frente dos pilotos de equipes satélites Alvaro Bautista, Bradley Smith e
Andrea Iannone. Seu irmão mais jovem Pol fechou em quinto, duas semanas
após quebrar a clavícula. Longe das primeiras posições, os pilotos das
equipes de fábrica tiveram como representante melhor colocado Dani
Pedrosa, em sexto. Valentino Rossi foi o sétimo e Jorge Lorenzo, o nono.
Recuperando-se da fratura na perna, Márquez não passou da 11ª
colocação.
Esteve 'Tito' Rabat durante os testes de
pré-temporada no Qatar (Foto: Getty Images)
Na Moto2, vale ficar de olho em alguns nomes. Em 2013, Esteve “Tito”
Rabat deu um passo à frente e descobriu o seu verdadeiro potencial. O
piloto foi o terceiro colocado no Mundial, atrás de Pol Espargaró e
Scott Redding, mas com a promoção destes dois, é tido como o favorito
para o título em 2014. Maverick Viñales foi o campeão da Moto3, e chega à
categoria intermediária com moral. Viñales deverá ser a pedra no sapado
de Tito na briga pelo título da Moto2 de 2014.
No campeonato da Moto3 de 2013, Alex Rins perdeu o título por 0.18s
para Viñales. Apesar da boa temporada que o piloto fez no ano passado,
os testes deste ano não foram muito animadores. Já Alex Márquez, irmão
do campeão da categoria principal, conquistou o prêmio de revelação de
2013 e chega cheio de confiança para a temporada 2014. Destaque também
para Jack Miller, que especialistas apontam como o melhor piloto
australiano desde Casey Stoner.
Na Moto3 está também o único representante brasileiro na categoria:
Eric Granado. Apesar de jovem, o paulista de apenas 17 anos entrará em
sua terceira temporada no Mundial de Motovelocidade. Após uma entrada
precipitada na Moto2 em 2012, ele disputará seu segundo ano na Moto3.
Granado defenderá a "Calvo Team" e guiará uma moto KTM.
Fausto Macieira (Foto: Reprodução)
Comentarista de Motovelocidade do SporTV e responsável pelo blog Mundo Moto, Fausto Macieira faz sua análise das atrações da temporada 2014: Valentino Rossi voltará a brilhar? Será seu ano de despedida?
Depois de bons tempos na pré-temporada, Rossi recuperou a motivação e
quer voltar ao pódio, de preferência ao lugar mais alto. E a partir daí
sonhar com o décimo título (oitavo na MotoGP). Aos 35 anos,
provavelmente será o último ano dele como atleta de alto desempenho, e a
ideia é sair por cima... Lorenzo, Rossi e Pedrosa poderão bater Márquez?
Em tese, com um ano de experiência, Márquez vai vir para trucidar a
concorrência. Mas a perna quebrada há seis semanas não vai ajudar no
início da temporada. Pedrosa sabe que é a grande chance de pular na
ponta e tentar se manter. Lorenzo e Rossi têm problemas de pneus e
consumo, mas vão entrar na pista dispostos a tudo para barrar a dupla da
Honda. Expectativas para Eric Granado na Moto3:
Em uma equipe que foi campeã em 2013 e com dois companheiros fortes,
Eric tem que pontuar, pontuar e pontuar, ou seja, ganhar consistência.
Ao contrário do que acontece com espanhóis e italianos, ele está
sozinho, e a pressão por resultados é grande. Mas o conhecimento das
pistas e a experiência de duas temporadas conta a favor. Sorte para ele. Ducati na Fábrica 2:
A Ducati jogou com o regulamento e fez o certo, assegurou mais
combustível para soltar a cavalaria do seu motor. Além disso, os motores
disponíveis são 12 contra cinco da classe Fábrica, com desenvolvimento e
testes quase ilimitados, mais o pneu extra macio e a programação
eletrônica da Marelli, sua co-irmã de muitas temporadas. Acho que eles
vão melhorar. Vale ficar de olho:
O piloto a se olhar na Classe Aberta é da equipe que anda com a Yamaha
2013 adaptada: Aleix Espargaró, bicampeão da extinta classe CRT.
Espargaró está andando tanto que Jorge Lorenzo pediu para testar a moto
dele. A Yamaha não deixou. Ainda... Confira o blog Mundo Moto de Fausto Macieira
Horários do GP do Catar, 1ª etapa: Sábado, 22 de março (Treinos classificatórios)
12h00 - Moto3
12h55 - Moto2
13h55 - MotoGP Domingo, 23 de março (Corridas)
13h00 - Moto3
14h20 - Moto2
16h00 - MotoGP
Todos os eventos com transmissão do SporTV * Produzido por Pedro Lopes, estagiário, sob supervisão de Felipe Siqueira